Apresentação

Para os amantes das letras, que juntas dão vida à palavras, que reunidas formam pensamentos, tocam corações, abrem portas, alegram ambientes...Eis o seu lugar! Seja bem-vindo!

Junte suas letras, divirta-se!





sexta-feira, 5 de março de 2010

Capítulo V - Cinco Minutos



Assim ficamos muito tempo imóveis, ela, com a cabeça apoiada sobre o meu peito, eu, sob a impressão triste de suas palavras.
Por fim ergueu a cabeça; e, recobrando a sua serenidade disse-me com um tom doce e cheio de tristeza:
— Não pensa que melhor é esquecer do que amar assim?
— Não! Amar, sentir-se amado, é sempre uma alegria imensa e um grande consolo para a desgraça. O que é triste, o que é cruel, não é essa viuvez da alma separada de sua irmã, não; aí há um sentimento que vive, apesar da morte, apesar do tempo. É, sim, esse vazio do coração que não tem uma afeição no mundo e que passa como um estranho por entre os prazeres que o cercam.

— Que santo amor, meu Deus! Era assim que eu sonhava ser amada! ...
— E me pedia que te esquecesse!...
— Não! não! Fica comigo; quero que me ame ao menos...
— Não me fugirás mais?
— Não.
— E me deixará ver o rosto aquela que eu amo e que não conheço? perguntei, sorrindo.
— Deseja mesmo me ver?
— Imploro-te!
— Não sou eu tua?...

Corri para a saleta onde havia luz e coloquei o lampião sobre a mesa da sala em que estávamos.
Para mim, minha prima, era um momento solene; toda essa paixão violenta, incompreensível, todo esse amor ardente por um vulto de mulher, ia depender talvez de um olhar.
E tinha medo que desaparece, como um fantasma diante da realidade, essa visão poética de minha imaginação, essa criação que resumia todos os tipos.
Foi, portanto, com uma emoção extraordinária que, depois de colocar a luz, voltei-me.
Ah!...
Eu sabia que era bela; mas a minha imaginação apenas tinha esboçado o que Deus criara.

Ela me olhava e sorria.
Era um ligeiro sorriso, uma flor que se abria nos seus lábios, um reflexo que iluminava o seu lindo rosto.
Seus grandes olhos negros fitavam em mim um desses olhares serenos e aveludados que acariciam a alma.
Um anel de cabelos negros brincava-lhe sobre o ombro, fazendo sobressair a brancura de seu colo gracioso.

Tudo quanto a arte tem sonhado de belo desenhava-se nela, naqueles contornos harmoniosos que se destacavam entre as ondas de cambraia de seu roupão branco.
Vi tudo isto de um só olhar, rápido, ardente e fascinado! depois fui ajoelhar-me diante dela e fiquei a contemplá-la.
Ela me sorria sempre e se deixava admirar.
Por fim tomou-me a cabeça entre as mãos e seus lábios fecharam-me os olhos com um beijo.
— Você me ama, disse.
O sonho desapareceu.

A porta da sala se fechou atrás dela. Tinha fugido.
Voltei ao hotel.
Abri a minha janela e sentei-me olhando a noite.
A brisa trazia de vez em quando um aroma de plantas que me causava íntimo prazer.
Fazia lembrar-me da vida no campo, dessa existência doce e tranqüila que se passa longe das cidades, quase no meio da natureza.
Pensava como seria feliz, vivendo com ela em algum canto isolado, onde pudéssemos abrigar o nosso amor em um campo de flores e de relva.
Imaginava um sonho encantador e sentia-me tão feliz que não trocaria a minha cabana pelo mais rico palácio da terra.

Ela me amava.

Só essa idéia embelezava tudo para mim; a noite escura de Petrópolis parecia-me poética e o barulho triste das águas do do canal era agradável aos meus ouvidos.
Uma coisa, porém, perturbava essa felicidade; era um ponto negro, uma nuvem que escurecia o céu da minha noite de amor.
Lembrava-me daquelas palavras tão cheias de angústia e tão sentidas, que pareciam explicar a causa de sua reserva para comigo: havia nisto um qualquer coisa que eu não compreendia.
Mas esta lembrança desaparecia logo sob a impressão de seu sorriso, que eu tinha em minh'alma, de seu olhar, que eu guardava no coração, e de seus lábios, cujo contato ainda sentia.

Dormi embalado por estes sonhos e só acordei quando um raio de sol, alegre e travesso, bateu em meus olhos para dar-me o bom dia.
O meu primeiro pensamento foi ir até a minha casinha; estava fechada.
Eram oito horas.
Resolvi dar um passeio para disfarçar a minha impaciência; voltando ao hotel, o criado me disse que haviam trazido um objeto que recomendaram fosse entregue a mim logo.

Em Petrópolis não conhecia ninguém; devia ser dela.
Corri ao meu quarto e achei sobre a mesa uma caixinha de madeira; na tampa havia duas letras de tartaruga incrustadas: C. L.
A chave estava fechada em uma sobrecarta com endereço para mim; comecei a abrir a caixa com a mão trêmula e tomado por um triste pressentimento.
Parecia que dentro daquele cofre perfumado estava a minha vida, o meu amor, toda a minha felicidade.
Abri.

Continha o seu retrato, alguns fios de cabelos e duas folhas de papel escritas por ela e que li de surpresa em surpresa.

Capítulo IV - Cinco Minutos

A noite estava escura.

Era uma dessas noites de Petrópolis, cheia de nevoeiro e cerração.

Caminhávamos mais pelo tato do que pela vista, dificilmente diferenciávamos os objetos a uma pequena distância; e muitas vezes, quando o meu guia se apressava, o seu vulto perdia-se na escuridão.

Em alguns minutos chegamos em frente a um pequeno edifício construído a alguns passos do alinhamento, e cujas janelas estavam esclarecidas por uma luz interior.
É ali.
— Obrigado.

O criado voltou e eu fiquei junto dessa casa, sem saber o que ia fazer.
A idéia de que estava perto dela, que via a luz que a iluminava, que tocava a grama que ela pisara, fazia-me feliz.

É um sentimento único, minha prima! O amor que é insaciável e exigente e não se satisfaz com tudo quanto uma mulher pode dar, que deseja o impossível, às vezes contenta-se com um simples detalhe, com uma dessas emoções delicadas, com um desses nadas, que o coração transforma em um mundo novo e desconhecido.
Não pense, porém, que eu fui a Petrópolis só para ficar olhando uma janela fechada não; enquanto sentia esse prazer, pensava num jeito vê-la e falar com ela.
Mas como?...

Se soubesse todas as maneiras, cada qual mais extravagante, que inventou a minha imaginação! Se visse a elaboração firme com que eu pensava para descobrir uma forma de dizer que eu estava ali e a esperava!
Por fim achei uma; se não era o melhor, era a que eu tinha.
Desde que cheguei, tinha ouvido uns toques de piano, mas tão fraquinhos que pareciam tocados por uma mão distraída que roçava o teclado.
Isto me fez lembrar a bela música de Verdi tocada no dia em que a conheci; e foi quanto bastou.

Cantei, minha prima, ou antes assassinei aquela linda canção; os que me ouvissem iam me achar tomado por alguma loucura; mas ela me compreenderia.
E de fato, quando eu acabei de estragar com minha terrível voz esse trecho magnífico de harmonia e sentimento, o piano, que havia parado, soltou um som brilhante e sonoro, que ecoou no silêncio da noite.
Depois daquela cascata de sons majestosos, que se precipitavam em ondas de harmonia do meio daquele turbilhão de notas que se cruzavam, deslizou, suave e melancólica uma voz que sentia e palpitava, exprimindo todo o amor que respira a melodia maravilhosa de Verdi.
Era ela que cantava!

Oh! não posso contar-lhe, minha prima, a expressão profundamente triste, a angústia de que ela repassou aquela frase de despedida:
Non ti scordar di me.
Addio!...
Partia-me a alma.
Apenas acabou de cantar, vi desenhar-se uma sombra em uma das janelas; saltei a grade do jardim; mas as venezianas descidas não me permitiam ver o que se passava na sala.
Sentei-me sobre uma pedra e esperei.
Não ria, D...; estava resolvido a passar a noite ali ao relento, olhando para aquela casa e alimentando a esperança de que ela viria ao menos com uma palavra compensar o meu sacrifício.
Não me enganei.

Havia meia hora que a luz da sala tinha se apagado e que toda a casa parecia dormir, quando se abriu uma das portas do jardim e eu vi ou antes pressenti a sua sombra na sala.

Recebeu-me com surpresa, sem medo, naturalmente, e como se eu fosse seu irmão ou seu marido. É porque o amor puro tem bastante delicadeza e bastante confiança para dispensar a falsa vergonha de que às vezes costumam cercá-lo.
— Eu sabia que viria, disse-me ela.
— Oh! não me culpe! se soubesse!
— Eu culpar você? Mesmo que não viesse, não tinha o direito de reclamar.
— Por que não me ama!
— Pensa isto? disse-me com uma voz cheia de lágrimas.
— Não! não!... Perdoa!

Perdôo-te, meu amigo, como já te perdoei uma vez; julgas que fujo de você, que me escondo de ti, porque não te amo e, entretanto, não sabe que a maior felicidade para mim seria poder dar-te a minha vida.
— Mas então por que esse mistério?
— Esse mistério, não é uma coisa criada por mim e sim pelo acaso; é porque, meu amigo..., você não deveria me amar.
— Não devo te amar! Mas eu te amo!...
Ela recostou a cabeça ao meu ombro e eu senti uma lágrima cair sobre meu peito.
Estava tão perturbado, tão comovido dessa situação incompreensível, que me senti vacilar e deixei-me cair sobre o sofá.
Ela sentou-se junto de mim; e, tomando-me as duas mãos, disse-me um pouco mais calma:
— Você diz que me ama!
— Juro-te!
— Não é apenas uma ilusão, talvez?
— Se a vida não é uma ilusão, respondi, penso que não, porque a minha vida agora é você, ou antes, a tua sombra.
— Muitas vezes entende-se um capricho por amor; Você não sabe nada de mim, a não ser, como disse, a minha sombra!...
— Que me importa? ..
— E se eu fosse feia? disse ela, rindo.
— Tu és bela como um anjo! Tenho toda a certeza.
— Quem sabe?
— Pois bem; convence-me, disse eu, passando-lhe o braço pela cintura e procurando levá-la para uma sala vizinha, de onde vinham os raios de uma luz.
Ela desprendeu-se do meu braço.

A sua voz tornou-se grave e triste.
— Escuta, meu amigo; falando sério. Você diz que me ama; eu acredito, eu já sabia antes mesmo que me dissesse. As almas como as nossas quando se encontram, se reconhecem e se compreendem. Mas ainda é tempo; não acha que mais vale conservar uma doce recordação do que entregar-se a um amor sem esperança e sem futuro?...
— Não, mil vezes não! Não entendo o que quer dizer; o meu amor, o meu, não precisa de futuro e de esperança, porque viverá sempre!...
—É isso que eu temia; e, entretanto, eu sabia que seria assim; quando se tem a tua alma, ama-se uma só vez.
— Então por que exige de mim um sacrifício que sabe ser impossível?
— Porque..., disse ela com exaltação, porque, se há uma felicidade indefinível em duas almas que ligam sua vida, que se confundem na mesma existência, que só têm um passado e um futuro para ambas, que desde a flor da idade até à velhice caminham juntas para o mesmo horizonte, partilhando os seus prazeres e as suas mágoas, revendo-se uma na outra até o momento em que batem as asas e vão abrigar-se no seio de Deus, deve ser cruel, bem cruel, meu amigo, quando, tendo-se apenas encontrado, uma dessas duas almas irmãs fugir deste mundo, e a outra, viúva e triste, for condenada a levar sempre no seu peito uma idéia de morte, a trazer essa recordação, que, como um manto de luto, envolverá a sua bela mocidade, a fazer do seu coração, cheio de vida e de amor, um túmulo para guardar as cinzas do passado! Oh! deve ser horrível!...

A maneira exaltada com que falava tinha-se tornado uma espécie de delírio; sua voz, sempre tão doce e aveludada, parecia triste e ofegante pelo cansaço da respiração.
Ela caiu sobre o meu peito, com um terrivel acesso de choro e tosse.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Capítulo III - Cinco Minutos

Ao chegar em casa no dia seguinte, achei em casa uma carta.
Antes de abri-la percebi que era dela, porque o envelope estava com o mesmo perfume que senti quando a conheci.
Eis o que dizia:
"Pensa mal de mim, meu amigo; nenhuma mulher pode desprezar um bom coração como o seu.
"Se me escondo, se fujo, é porque há um fatalidade que me obriga a fazer isso. E só Deus sabe quanto me custa este sacrifício, porque eu te amo!
Mas não devo ser egoísta e trocar sua felicidade por um amor desgraçado.
"Esqueça-me.
C.”

Reli não sei quantas vezes esta carta, e, apesar da delicadeza de sentimento que aparecia em suas palavras, o que para mim ficava bem claro é que ela continuava a fugir de mim.

Essa assinatura era a mesma letra que marcava o seu lenço e à que eu, desde a noite passada, tentava decifrar para encontrar um nome!

Fosse qual fosse esse motivo que ela chamava “uma fatalidade” e que eu supunha ser apenas desculpa, ou uma brincadeira sem graça, o melhor era aceitar o seu conselho e me esforçar para esquecê-la.

Refleti então friamente sobre o exagero da minha paixão e conclui que precisava tomar uma decisão definitiva.

Não era possível que continuasse a correr atrás de um fantasma que desaparecia quando ia tocá-lo.

Para grandes males os grandes remédios, como diz Hipócrates. Resolvi fazer uma viagem.

Mandei selar o meu cavalo, coloquei alguma roupa em um saco de viagem, embrulhei-me no meu casaco e saí, sem me importar com a manhã de chuva que fazia.

Não sabia para onde iria. O meu cavalo levou-me para o Engenho-Velho e eu daí me encaminhei para a Tijuca, onde cheguei ao meio-dia, todo molhado e cansado pelos maus caminhos.

Se algum dia se apaixonar, minha prima, aconselho as viagens como um remédio, talvez o único eficaz.

Tive um excelente almoço no hotel; fumei um charuto e dormi doze horas, sem ter um sonho, sem mudar de lugar.
Quando acordei, o dia começava a aparecer sobre as montanhas da Tijuca.

Uma bela manhã, fresca e cheia de gotas de orvalho, abria o seu manto azul por entre a cerração, que se desmanchava aos raios do sol.

A aparência desta natureza quase virgem, esse céu brilhante, essa luz admirável, caindo em cascatas de ouro sobre as encostas dos rochedos, tranquilizou completamente o meu espírito.
Fiquei alegre, o que há muito tempo não me acontecia.

Um outro hóspede, um inglês franco e cavalheiro, convidou-me para caçar com ele; ficamos o dia todo correndo atrás de duas ou três marrecas.
Assim passei nove dias na Tijuca, vivendo uma vida estúpida tanto quanto pode ser: dormindo, caçando e jogando bilhar.

Na tarde do décimo dia, quando já me imaginava perfeitamente curado e estava admirando o pôr-do-sol, e a lua, que derramava no espaço a sua luz doce e acetinada, fiquei triste de repente.
Não sei que caminhos tomavam os meus pensamentos; o fato é que daí a pouco descia a serra no meu cavalo, lamentando esses nove dias longe de casa, o que talvez me tivessem feito perder para sempre a minha desconhecida.

Acusava-me de infidelidade, de traição; o meu orgulho dizia-me que eu devia ao menos ter dado a ela o prazer de ver-me.
Que importava que ela me ordenasse que a esquecesse?
Não tinha confessado que me amava, e não devia eu resistir e vencer essa fatalidade, contra a qual ela, mulher frágil, não podia lutar?

Tinha vergonha de mim mesmo; achava-me egoísta, covarde, bruto, e revoltava-me contra tudo, contra o meu cavalo que me levou para Tijuca, e aquele hóspede, cuja simpatia me fez ficar mais tempo por lá.
Com estes questionamentos na mente e uma grande confusão de espírito cheguei à cidade, mudei de roupa e ia sair, quando o meu empregado me deu uma carta.
Era dela.

Senti uma surpresa misturada de alegria e de remorso:
"Meu amigo.
"Estou disposta a sacrificar o meu amor para a sua felicidade; mas ao menos deixe-me o consolo de amá-lo.
Há dois dias que espero em vão vê-lo passar e acompanhá-lo de longe com um olhar! Não estou reclamando; você não sabe nem deve saber em que ponto de seu caminho o som de seus passos faz bater mais forte meu coração.
Sigo hoje para Petrópolis, de onde voltarei breve; não lhe peço que me acompanhe, porque jamais deverá me conhecer, eu, uma sombra escura que passou um dia pelos sonhos dourados de sua vida.
Entretanto eu queria muito vê-lo mais uma vez, apertar a sua mão e dizer-lhe adeus para sempre”.
"C."

A carta tinha a data de 3; nós estávamos no dia 10; ela tinha partido há oito dias para Petrópolis e me esperava.

No dia seguinte embarquei na Prainha e fiz essa viagem da baía, de paisagem tão agradável, mas sem conseguir apreciar absolutamente nada.
Nem mesmo a majestade dessas montanhas de pedra, a poesia desse imenso mar, sempre calmo como um espelho, os grupos de ilhotas graciosas que circulam a baía, nada disto me chamava a atenção.

Só tinha uma idéia... chegar; e o barco seguia mais lento que meu pensamento.
Durante a viagem pensava nas coisas que a sua carta me revelara, e tentava lembrar de todas as ruas por onde costumava passar, para ver se adivinhava aquela onde ela morava e de onde, todos os dias, me via sem que eu percebesse.
Para um homem como eu, que andava todo o dia desde a manhã até a noite, a ponto de merecer que a senhora, minha prima, me apelidasse de Andarilho, este trabalho era muito difícil, quase impossível.
Quando cheguei a Petrópolis, eram cinco horas da tarde; estava quase noite.

Entrei no hotel suíço, ao qual nunca mais voltei, e enquanto me serviam um magro jantar, que era o meu almoço, pedi informações.
— Têm vindo estes dias muitas famílias? perguntei eu ao empregado.
— Não, senhor.
— Mas, há coisa de oito dias não vieram da cidade duas senhoras?
— Não tenho certeza.
— Pois pergunte, que preciso saber já; isto o ajudará a obter informações.
A cara fechada do moço abriu-se num sorriso ao ver a cor do dinheiro estendido e começou a soltar a língua .
— Talvez o senhor queira saber de uma senhora já idosa que veio acompanhada de sua filha?
— É isso mesmo.
— A moça parece-me doente; nunca a vejo sair.
— Onde está morando?
— Aqui perto, na rua de...
— Não conheço as ruas de Petrópolis; o melhor é você vir mostrar-me a casa,
— Sim senhor.
Saímos, eu e o rapaz, por uma das ruas da cidade em busca do endereço dela.

Mito da caverna

Mito da caverna
Aluno Elidio