Apresentação

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domingo, 16 de maio de 2010

Cinco Minutos - capítulos I e II


1856 – Época em que as mulheres eram treinadas para o lar. Ser boa esposa, ter domínio das “prendas” domésticas, boa mãe, aprender a receber bem os convidados do marido, brilhar de forma sutil nas festas... Tudo muito romântico, em uma visão geral.

Nosso escritor, José de Alencar, extremamente romântico, embalava as tardes dessas doces e prendadas donas de casa ao publicar em jornais alguns de seus romances capítulo a capítulo.

Seguindo o mesmo estilo, vão aqui publicados, os capítulos, não em jornal, mas em um blog, como exige a nossa época, de sua obra: Cinco minutos.

Vão, porém, em uma linguagem atualizada como nunca realizado antes. Mas apaixonante tal e qual a primeira publicação.

Uma coisa é certa: Ao ler o primeiro capítulo, você será capturado pela trama e pela onda de amor que envolve esses dois romances de finais surpreendentes.
Boa leitura!

Capítulo I
Oi prima,
Vou te contar uma história curiosa. Mas é uma história, não um romance:
Há mais de dois anos, por volta das seis horas da tarde, fui para o Rocio para tomar o ônibus de Andaraí.
Você me conhece e sabe que sou o homem menos pontual que há neste mundo; entre as minhas poucas qualidades, a pontualidade não é uma delas. Essa é qualidade dos reis e mau costume dos ingleses.
Apaixonado pela liberdade como sou, não posso admitir de jeito nenhum que um homem seja escravo do relógio e controle suas atitudes pelo movimento de um ponteiro de aço movendo-se em um relógio.
Tudo isto para te dizer que, chegando ao Rocio, não vi mais ônibus algum; perguntei a um fiscal e ele me respondeu:
— Saiu há cinco minutos.
Fazer o quê. Tive que me conformar e esperei pelo ônibus de sete horas. Anoiteceu.
Fazia uma noite de inverno fresca e úmida; o céu estava calmo, mas sem estrelas.
O ônibus chegou na hora marcada e apressei-me para encontrar o meu lugar.
Fui direto, como costumo, para o fundo do ônibus, a fim de ficar livre das conversas monótonas dos passageiros, que quase sempre têm uma piada sem graça para contar ou uma reclamação a fazer sobre o péssimo estado das estradas.
O canto já estava ocupado por um monte de sedas, que fez um barulhinho quando sua dona as afastou para que eu me sentasse ao seu lado.
Sentei-me; Naturalmente é bem melhor sentar perto de uma garota, que perto de um rapaz.
A minha primeira atitude foi ver se conseguia descobrir o rosto e as formas que se escondiam nessa nuvem de seda e de rendas.
Era impossível.
Além de a noite estar escura, um véu que caía de um chapeuzinho de palha não me deixava a menor esperança de ver o rosto da dama misteriosa.
Conformei-me e concordei que o melhor era me preocupar com outra coisa.
Já estava pensando em outras coisas, voltado para o mundo da fantasia, quando de repente fui obrigado a “acordar” por um acontecimento bem simples.
Senti no meu braço o contato suave de um outro braço que me parecia macio e aveludado como uma folha de rosa.
Quis afastar, mas não tive ânimo; continuei na mesma posição e sonhei que estava sentado perto de uma mulher que me amava e que se apoiava sobre mim.
Pouco a pouco fui cedendo àquela atração irresistível e encostando-me insensivelmente; a pressão tornou-se mais forte; senti o seu ombro tocar de leve o meu peito; e a minha mão impaciente encontrou uma mãozinha delicada e frágil, que se deixou apertar com um certo medo.
Assim, fascinado ao mesmo tempo pela minha ilusão e por este contato físico, fiquei tão envolvido, a ponto que, sem saber o que fazia, abaixei a cabeça e colei os meus lábios ardentes em seu ombro, que estremecia de emoção.
Ela soltou um grito, que foi entendido naturalmente como susto causado pelo sacolejar do ônibus, e encolheu-se no canto.
Meio arrependido do que tinha feito, fiquei de pé, olhando para a porta do ônibus e, aproximando-me dela, disse-lhe quase ao ouvido:
— Perdão!
Não respondeu; encolheu-se ainda mais no canto.
Tomei uma decisão heróica.
— Vou descer, não a incomodarei mais.
Ditas estas palavras rapidamente, de modo que só ela ouvisse, olhei para o motorista com intenção de mandar parar para sair dali correndo.
Mas senti outra vez a sua mãozinha, que apertava docemente a minha, como para impedir-me de sair.
Está entendido que não resisti e que me sentei novamente; ela conservava-se sempre longe de mim, mas deixou sua mão na minha, que eu beijava respeitosamente.
De repente tive uma idéia. E se fosse feia! E se fosse velha! Se fosse feia e velha!!
Fiquei frio e comecei a pensar.
Esta mulher, que sem me conhecer me permitia o que só se permite ao homem que se ama, só podia ser feia e muito feia.
Como não conseguia achar um namorado de dia, ao menos agarrava-se a este, que de noite e sem muita iluminação o acaso colocou em seu caminho.
É verdade que essa mão delicada, esses ombros aveludados... Ilusão! Era a minha boa vontade que me fazia ver coisas!
A imaginação é capaz de maiores esforços ainda.
Nestes questionamentos, o meu espírito em alguns instantes tinha chegado a uma certeza tremenda sobre a feiura de minha companheira.
Para confirmar essa certeza tentei novamente vê-la: porém, de novo, não tive sucesso; estava tão bem envolvida no seu manto e no seu véu, que nem um pedacinho do rosto ficava à mostra. Estava totalmente escondida.
Isso era mais uma prova! Uma mulher bonita faz questão de ser admirada e não se esconde como uma pérola dentro da sua ostra.
Decididamente era feia, muito, muito feia!
Nisto ela fez um movimento, entreabrindo o seu manto, e um cheiro suave de perfume de sândalo encheu o ar.
Aspirei com prazer aquela onda de perfume, que se infiltrou em minha alma como uma explosão de estrelas.
Não se espante, minha prima; tenho uma teoria a respeito dos perfumes.
A mulher é uma flor que se estuda, como a flor do campo, pelas suas cores, pelas suas folhas e sobretudo pelo seu perfume.
Dependendo da cor predileta de uma mulher desconhecida, o seu modo de vestir e o seu perfume favorito, vou descobrir com a mesma exatidão de um problema matemático se ela é bonita ou feia.
De todos estes indícios, porém, o mais seguro é o perfume; e isto por um segredo da natureza, por uma lei misteriosa da criação, que não sei explicar.
Por que é que Deus deu o aroma mais delicado à rosa, à violeta, ao jasmim, e não a essas flores sem graça e sem beleza, que só servem para realçar as suas irmãs?
É decerto por esta mesma razão que Deus só dá à mulher linda esse tato delicado e sutil, esse gosto cuidadoso, que sabe diferenciar o aroma mais perfeito...
Você já pode entender minha prima, porque esse cheiro de sândalo foi para mim como uma revelação.
Só uma mulher delicada, uma mulher de sentimento, sabe envolver toda a poesia desse perfume oriental, que nos embala nos sonhos brilhantes das Mil e uma Noites, que nos fala da Índia, da China, da Pérsia, dos esplendores da Ásia e dos mistérios do berço do sol.
O sândalo é o perfume das odaliscas de Stambul e das huris do profeta; como as borboletas que se alimentam de mel, a mulher do Oriente vive com as gotas dessa essência divina.
Seu berço é de sândalo; seus colares, suas pulseiras, o seu leque, são de sândalo; e, quando a morte vem quebrar o fio dessa existência feliz, é ainda em uma urna de sândalo que o amor guarda as suas cinzas queridas.
Tudo isto me passou pelo pensamento como um sonho, enquanto eu aspirava ardentemente essa essência fascinante, que foi a pouco e pouco desaparecendo.
Ela era linda!
Tinha toda a certeza; desta vez era uma certeza profunda e inabalável.
Imagine, uma mulher de coragem, uma mulher de alma apaixonada, se fosse feia, não dava sua mão para ser beijada por um homem que podia desprezá-la quando a conhecesse; não se expunha a gozação e ao desprezo.
Era linda!
Mas eu não conseguia vê-la, por mais que me esforçasse.
O ônibus parou; uma outra senhora levantou-se e saiu.
Senti a sua mão apertar a minha com mais força; vi uma sombra passar diante de meus olhos no meio do barulho das sedas de um vestido, e quando percebi, o ônibus voltava a andar. Ao meu lado, o acento vazio.
Em meu ouvido permaneceu o som uma palavra sussurrada, ou melhor, suspirada quase imperceptivelmente:
— Non ti scordar di me! ...








Capítulo II
Desci às pressas do ônibus. Andei para a direita e para a esquerda como um louco, procurando minha dama misteriosa até nove horas da noite. Nada!

QUINZE dias se passaram depois de minha aventura.
Durante este tempo nem preciso dizer-lhe as extravagâncias que fiz.
Fui todos os dias a Andaraí no ônibus das sete horas, para ver se encontrava a minha desconhecida; perguntei a todos os passageiros se a conheciam e não tive a menor informação.
Estava completamente apaixonado, minha prima, e com uma paixão de primeira força e de alta pressão, capaz de correr meio mundo por ela.
Sempre que ia a estação, não havia um vestido de seda preta e um chapéu de palha que me escapasse a observação. Ia atrás de todas, procurava conversa, mas descobria ser alguma velha ou alguma costureira desjeitosa e continuava tristemente o meu caminho, atrás dessa sombra impalpável, que eu procurava havia quinze longos dias, isto é, um século para o pensamento de um amante.
Um dia estava em um baile, triste e pensativo, como um homem que ama uma mulher e que não conhece a mulher que ama.
Encostei-me a uma porta e dali via passar diante de mim uma a uma as moças presentes, pedindo a todos aqueles rostos indiferentes um olhar, um sorriso, que me fizesse reconhecer aquela que eu procurava.
Assim preocupado, quase não percebia o que se passava perto de mim, quando senti um leque tocar meu braço, e uma voz que vivia no meu coração, uma voz que cantava dentro de minha alma, murmurou:
— Non ti scordar di me!...
Voltei-me.
Corri um olhar pelas pessoas que estavam junto de mim, e apenas vi uma velha que passeava pelo braço de seu cavalheiro, abanando-se com um leque.
— Será ela, meu Deus? pensei horrorizado
E, por mais que fizesse, os meus olhos não se afastavam daquele rosto cheio de rugas.
A velha tinha uma expressão de bondade e de sentimento que devia atrair a simpatia; mas naquele momento essa beleza moral, que iluminava aquela fisionomia inteligente, pareceu-me horrível e até repugnante.
Amar quinze dias uma sombra, sonhá-la bela como um anjo, e por fim encontrar uma velha de cabelos brancos, uma velha assanhada e namoradeira!
Não, era impossível! Naturalmente a minha desconhecida tinha fugido antes que eu tivesse tempo de vê-la.
Essa esperança consolou-me; mas durou apenas um segundo.
A velha falou e na sua voz eu reconheci, apesar de tudo, apesar de mim mesmo, o timbre doce e aveludado que ouvira duas vezes.
Diante de tão grande evidência não havia mais que duvidar. Eu tinha amado uma velha, tinha beijado a sua mão enrugada com delírio, tinha vivido quinze dias de sua lembrança.
Era para me enlouquecer ou rir; pois bem, não ri nem enlouqueci, mas fiquei com um tal tédio e uma raiva de mim mesmo que não posso exprimir.
Que aventura, que coisa mais sem sentido, porém, não iria acontecer ainda comigo!
Não diferenciei as primeiras palavras da velha logo que ouvi a sua voz; foi só passado o primeiro espanto que percebi o que dizia.
— Ela não gosta de bailes.
— Pois admira, replicou o cavalheiro; na sua idade!
— A mim não admira nada! Não acha a menor graça nestas festas barulhentas e nisto mostra bem que é minha filha.
A velha tinha uma filha e isto podia explicar a semelhança extraordinária da voz. Agarrei-me a esta sombra, como um homem que caminha no escuro.
Resolvi-me a seguir a velha toda a noite, até que ela se encontrasse com sua filha: desde aquele momento esta passou a ser a minha luz, a minha estrela polar.
A senhora e o seu cavalheiro entraram na saleta da escada. Por um instante, a multidão ficou entre mim e ela. Ia segui-la.
Nisto ouço uma voz alegre dizer da saleta:
— Vamos, mamã!
Corri, e apenas tive tempo de perceber as partes de um vestido preto, envolvido num largo xale de seda branca, que desapareceu ligeiramente na escada.
Atravessei a saleta tão depressa como me permitiu a multidão, e, pisando calos, dando encontrões à direita e à esquerda, cheguei enfim à porta da saída,
O meu vestido preto desapareceu pela pequena porta de uma carruagem, que partiu rapidamente.
Voltei ao baile desanimado; a minha única esperança era a velha; podia saber através dela de algumas informações, saber quem era a minha desconhecida, perguntar o seu nome onde morava, acabar enfim com este enigma, que me matava de emoções violentas e contrárias.
Perguntei a alguém pela senhora.
Mas como era possível dizer a qual senhora me referia se só o que sabia dela era a mais ou menos a idade?
Todos os meus amigos tinham visto senhoras idosas, porém não tinham olhado para elas.
Saí de lá triste e abatido, como um homem que se vê em luta contra o impossível.
Das duas vezes que a mulher da minha vida tinha aparecido, só me restavam uma lembrança, um perfume e uma palavra!
Nem sequer um nome!
A todo momento parecia que eu a ouvia na brisa da noite. Ouvia aquela voz tão cheia de melancolia e de sentimento, que resumia para mim toda uma história.
Desde então sempre que representavam no teatro a ópera que trazia aquela frase “— Non ti scordar di me!... “ lá estava eu, ao menos para ter o prazer de ouvi-la repetir.
A princípio, por uma intuição natural, julguei que ela devia, como eu, admirar essa sublime harmonia de Verdi, que devia também ir sempre ao teatro.
Com meu binóculo examinava todos os camarotes com uma atenção cuidadosa; via moças bonitas ou feias, mas nenhuma delas me fazia palpitar o coração.
Entrando uma vez no teatro e fazendo a minha costumeira revisão das moças presentes, descobri finalmente na terceira fila sua mãe, a minha estrela, a senhora da festa, a pessoa que poderia me levar até minha amada, ajudando-me a esclarecer todas as dúvidas.
A velha estava só, na frente do camarote, e de vez em quando olhava para trás para trocar uma palavra com alguém sentado no fundo.
Senti uma alegria inexplicável.
O camarote próximo estava vazio; perdi quase todo o espetáculo a procurar o cambista incumbido de vendê-lo. Por fim achei-o e subi de um pulo as três escadas.
O coração queria saltar pela boca quando abri a porta do camarote e entrei.
Não tinha me enganado; junto da velha vi um chapeuzinho de palha com um véu preto, que não me deixava ver o rosto da pessoa a quem pertencia.
Mas eu tinha adivinhado que era ela; e sentia um prazer indefinível em olhar aquelas rendas e fitas, que me impediam de conhecê-la, mas que ao menos lhe pertenciam.
Uma das fitas do chapéu tinha caído do lado do meu camarote, e, ariscando-me a ser visto, não pude conter-me e beijei-a escondido.
Representava-se a Traviata e era o último ato; o espetáculo ia acabar, e eu ficaria no mesmo estado de incerteza.
Arrastei as cadeiras do camarote, tossi, deixei cair o binóculo, fiz um barulho insuportável, para ver se ela voltava o rosto.
A platéia pediu silêncio; todos os olhos procuraram ver a causa do barulho; porém ela nem se mexeu; com a cabeça meio inclinada sobre a coluna, em uma profunda reflexão, parecia toda entregue ao encanto da música.
Tomei uma atitude.
Encostei-me à mesma coluna e, em voz baixa, disse estas palavras:
— Não me esqueço!
Estremeceu e, baixando rapidamente o véu, ajeitou ainda mais o largo xale de cetim branco.
Pensei que ia olhar-me, mas enganei-me; esperei muito tempo, e a toa.
Tive então um movimento de dor-de-cotovelo e quase de raiva; depois de um mês que eu amava sem esperança, que eu guardava a maior fidelidade à sua sombra, ela me recebia friamente.
Fiquei revoltado
— Agora entendo, eu disse em voz baixa como se estivesse falando com amigo a meu lado, entendo porque ela foge de mim, por que mantém esse mistério; tudo isto não passa de uma zombaria cruel, de uma comédia, em que eu faço o papel de amante ridículo. Realmente é uma armadilha habilidosa! Plantar em um coração a semente de um amor profundo; alimentá-lo de tempos a tempos com uma palavra, excitar a imaginação pelo mistério; e depois, quando esse namorado de uma sombra, de um sonho, de uma ilusão, andar por aí triste e abatido, ela então o mostra a suas amigas como uma vítima de seus caprichos rindo dele como se fosse um louco! É engraçado! O orgulho da mais vaidosa mulher deve ficar satisfeito!
Enquanto eu dizia estas palavras, cheias de todo o fel que tinha no coração, a Charton modulava com a sua voz sentimental essa linda ária final da Traviata, interrompida por ligeiros acessos de uma tosse seca.
Ela tinha baixado a cabeça e não sei se ouvia o que eu lhe dizia ou o que a Charton cantava; de vez em quando as suas costas se agitavam com um tremor convulsivo, que eu entendi injustamente ser um movimento de impaciência.
O espetáculo terminou, as pessoas do camarote saíram e ela, ajeitando o chapéu e o xale, acompanhou-as lentamente.
Depois, fingindo que tinha esquecido de alguma coisa, tornou a entrar no camarote e estendeu-me a mão.
— Não saberá nunca o que me fez sofrer, disse-me com a voz trêmula.
Não consegui ver o seu rosto; fugiu, deixando-me o seu lenço carregado do mesmo perfume de sândalo que eu tinha sentido antes e todo molhado de lágrimas ainda quentes.
Dei uns passos em sua direção querendo segui-la; mas ela fez um gesto tão suplicante que não tive coragem de desobedecer.
Ali estava eu, estava como antes; não a conhecia, não sabia nada a seu respeito; porém ao menos possuía alguma coisa dela; o seu lenço era para mim uma relíquia sagrada.
Mas e as lágrimas? E aquele sofrimento de que ela falava?
O que queria dizer tudo isto?
Não entendia; se eu tinha sido injusto, era uma razão para não continuar a esconder-se de mim. Que queria dizer este mistério, que parecia obrigada a manter?
Todas estas perguntas e as hipóteses que surgiam não me deixaram dormir.
Passei uma noite em claro pensando e fazendo suposições, cada uma mais louca que a outra.

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Mito da caverna

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Aluno Elidio