Apresentação

Para os amantes das letras, que juntas dão vida à palavras, que reunidas formam pensamentos, tocam corações, abrem portas, alegram ambientes...Eis o seu lugar! Seja bem-vindo!

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Capitulo X - Cinco minutos


O resto desta história, minha prima, você conhece, com exceção de alguns pequenos detalhes.
Vivi um mês, contando os dias, as horas e os minutos; e o tempo passava muito devagar.
Começava a calcular as horas que faltavam para acabar o dia, os dias que faltavam para acabar a semana e as semanas que ainda faltavam para acabar o mês.
No meio da tristeza que sentia pela ausência dela, o que me consolou foi uma carta que ela deixou e que me entregaram no dia seguinte ao da sua partida.
"Parece claro, meu querido, dizia-me ela, que Deus não quer aceitar o teu sacrifício. Apesar de todo o teu amor, apesar de tua alma, ele impediu a nossa união; evitou a você um sofrimento e a mim talvez um remorso.
"Sei tudo o que fez por minha causa e adivinho o resto; parto triste por não te ver, mas bem feliz por sentir-me amada, como nenhuma mulher talvez o seja neste mundo."
Esta carta tinha sido escrita na véspera da saída do navio; um criado que veio de Petrópolis e a quem ela deu a tarefa de me entregar a caixinha com a sua fotografia, contou a ela metade das extravagâncias que eu tinha feito para chegar à cidade no mesmo dia.
Disse-lhe que tinha me visto partir ao seu encontro, depois de perguntar a hora da saída do navio; e que embaixo da serra contaram a ele como eu tinha morto um cavalo para alcançar a barca e como me embarcara em uma canoa.
Não me vendo chegar, ela adivinhou que alguma dificuldade invencível me deteve, e atribuía isto à vontade de Deus, que não permitia o meu amor.
Entretanto, lendo e relendo a sua carta, uma coisa me admirou; ela não me dizia um adeus, apesar de sua ausência e apesar da doença, que podia tornar essa ausência eterna.
Eu tinha acertado! Ao mesmo tempo que ela fazia de tudo para me desanimar da ideia de ir ao seu encontro, estava convencida de que a acompanharia.
Com efeito parti no próximo navio para a Europa.
Deve ter ouvido falar, minha prima, se é que ainda não sentiu, da força dos pressentimentos do amor, ou da segunda vista que tem a alma nos seus grandes amores.
Vou contar-lhe um acontecimento que confirma este fato.
No primeiro lugar onde desembarquei, não sei que instinto, que revelação, me fez correr imediatamente ao correio; parecia impossível que ela não tivesse deixado alguma lembrança para mim.
E como pressenti, em todos os portos da escala do navio, havia uma carta que continha duas palavras apenas:
"Sei que você me segue. Até logo."
Enfim cheguei à Europa e vi-a. Todas as minhas loucuras e os meus sofrimentos foram compensados pelo sorriso de inexprimível alegria com que me recebeu.
Sua mãe dizia-lhe que eu ficaria no Rio de Janeiro, mas ela nunca duvidou de mim! Esperava por mim como se a tivesse deixado no dia anterior, prometendo voltar.
Porém, ela estava muito abatida da viagem; não sofria, mas estava pálida e branca como uma dessas Madonas de Rafael, que vi depois em Roma.
Às vezes um desânimo invencível a deixava triste; nesses momentos uma aura como de um anjo a cercava, como se a alma saindo envolvesse o seu corpo.
Sentado ao seu lado, ou de joelhos a seus pés, passava os dias contemplando aquela agonia lenta; Eu sentia que morria gradualmente, junto com ela
Uma tarde em que ela estava ainda mais fraca, fomos para a varanda.
A nossa casa em Nápoles era de frente para o mar; o sol, pondo-se, escondia-se nas ondas; um raio pálido e fraco veio enfiar-se pela nossa janela e brincar sobre o rosto de Carlota, sentada ou antes deitada no sofá.
Ela abriu os olhos um momento e quis sorrir; seus lábios nem tinham força para abrir o sorriso.
Comecei a chorar; Fazia muito tempo que eu tinha perdido a fé, mas conservava ainda a esperança; mas naquele momento, até mesmo a esperança me abandonou com aquele reflexo do sol, que me parecia o seu adeus à vida.
Sentindo as minhas lágrimas molharem as suas mãos, que eu beijava, ela voltou-se e olhou firme para mim, com os seus grandes olhos brilhantes.
Depois, fazendo um esforço, reclinou-se para mim e apoiou as mãos sobre o meu ombro.
— Meu querido, disse ela com voz fraquinha, vou pedir-te uma coisa, a última; promete cumprir?
— Juro, respondi-lhe, com a voz cortada pelos soluços.
— Daqui a bem pouco tempo... daqui a algumas horas talvez... Sim! sinto faltar-me o ar!...
— Carlota!...
— Você está sofrendo tanto! Ah! se não fosse isto eu morreria feliz.
— Não fale em morrer!
— Pobre querido, em que vou falar então? Na vida?...
Não vê que a minha vida é apenas um sopro... um instante que breve terá passado?
— Você se engana, minha Carlota.
Ela sorriu tristemente.
— Escuta; quando sentir a minha mão gelada, quando as palpitações do meu coração cessarem, promete receber nos lábios a minha alma?
— Meu Deus!...
— Promete? sim?...
— Sim.
Ela tornou-se branca; sua voz suspirou apenas:
— Agora!
Apertei-a ao peito e colei os meus lábios aos seus. Era o primeiro beijo de nosso amor, beijo casto e puro, que a morte ia santificar.
Sua testa estava gelada, não sentia a sua respiração nem as pulsações de seu peito.
De repente ela ergueu a cabeça. Se visse, minha prima, que reflexo de felicidade e alegria iluminava nesse momento o seu rosto pálido!
— Oh! quero viver! exclamou ela.
E com os lábios entreabertos aspirou com vontade a o perfume que vinham das flores do jardim.
Desde esse dia foi pouco a pouco melhorando, ganhando as forças e a saúde; sua beleza. reanimava-se e expandia-se como um botão que por muito tempo privado de sol, se abre em flor.
Esse milagre, que ela, sorrindo e corando, atribuía ao meu amor, foi um dia muito bem explicado por um médico alemão que nos fez uma longa fala a respeito da medicina.
Segundo ele dizia, a viagem tinha sido o único remédio e o que nós entendemos ser uma doença mortal não era senão uma crise. Crise perigosa, que podia matá-la, mas que felizmente não o fez.
Nos casamos em Florença na igreja de Santa Maria Novella.
Percorremos a Alemanha, a França, a Itália e a Grécia; passamos um ano nessa vida errante e nômade, vivendo do nosso amor e alimentando-nos de música, de recordações históricas, de contemplações de arte.
Criamos assim um pequeno mundo, só nosso; depositamos nele todas as belas lembranças de nossas viagens, toda a poesia daquelas ruínas seculares.
Trouxemos das nossas peregrinações um raio de sol do Oriente, um reflexo de lua de Nápoles, um pedacinho do céu da Grécia, algumas flores, alguns perfumes, e com isto enchemos o nosso pequeno universo.
Depois, como as andorinhas que voltam com a primavera para fabricar o seu ninho no campanário da capelinha em que nasceram, assim que ela recuperou a saúde e as suas belas cores, viemos procurar em nossa terra um cantinho para esconder esse mundo que havíamos criado.
Achamos na encosta de uma montanha um lindo lugar, entre o céu e a terra.
Aí abrigamos o nosso amor e vivemos tão felizes que só pedimos a Deus que nos conserve o que nos deu; a nossa existência é um longo dia, calmo e tranqüilo, que começou ontem, mas que não tem amanhã.
Uma linda casa, um pequeno rio saltando entre as pedras, alguma terra, sol, ar puro, árvores, sombras, ...eis toda a nossa riqueza.
Quando nos sentimos cansados de tanta felicidade, ela transforma-se em dona de casa ou vai cuidar de suas flores; eu fecho-me com os meus livros e passo o dia a trabalhar. São os únicos momentos em que não nos vemos.
Ela tem ciúmes de meus livros, como eu tenho de suas flores. Ela diz que a esqueço para trabalhar; eu reclamo de que ela ama as suas violetas mais do que a mim.
Isto dura quando muito um dia; depois vem sentar-se ao meu lado e dizer-me ao ouvido a primeira palavra que balbuciou o nosso amor: — Non ti scordar di me.
Olhamo-nos, sorrimos e recomeçamos esta história que acabo de te contar e que é ao mesmo tempo o nosso romance, o nosso drama e o nosso poema.
Eis, minha prima, a resposta à sua pergunta; eis o motivo porque esse moço elegante, como teve a bondade de me chamar, deixou os grandes circulos da sociedade, depois de ter passado um ano na Europa.
Podia dar-lhe outra resposta mais breve e dizer simplesmente que tudo isto aconteceu porque me atrasei cinco minutos.
Desse pequeno detalhe, nasceu a minha felicidade; dele podia resultar a minha desgraça. Se tivesse sido pontual como um inglês, não teria tido uma paixão nem feito uma viagem; mas ainda hoje estaria perdendo o meu tempo passeando pela rua do Ouvidor ouvindo falar de política e teatro.
Isto prova que a pontualidade é uma excelente qualidade para uma máquina; mas um grave defeito para um homem.
Adeus, minha prima. Carlota está impaciente, porque estou escrevendo há muito tempo; não quero que ela tenha ciúmes desta carta e que me impeça de enviá-la.
Minas, 12 de agosto.
Abaixo da assinatura havia um pequeno post-scriptum de uma letra fina e delicada:
"P. S. — Tudo isto é verdade, D..., menos uma coisa.
"Ele não tem ciúmes de minhas flores, nem podia ter, porque sabe que só quando seus olhos não me procuram é que vou visitá-las e pedir-lhes que me ensinem a ficar bela para agradá-lo.
"Minha vingança será roubar um beijo que seria dele e enviá-lo a você nesta carta. Mas guarde-o. Esse beijo poderia revelar a nossa felicidade ao mundo invejoso.
CARLOTA

terça-feira, 20 de abril de 2010

Pensamentos filosóficos dos alunos do Ensino Médio do Col. Vinícius de Moraes.


“ Não desanimes pois, caminhando rumo ao pôr do sol, pode-se chegar a aurora.” Skaplan Willlians

Comentário: Que mesmo com as dificuldades, com a batalha, vencerá a guerra, e que no fim a recompensa sempre virá.

“ Se o seu coração é aberto e sincero, você naturalmente se sente satisfeito e confiante, e não tem nenhuma razão para sentir medo dos outros.” Dalai Lama

Comentário: Que claro, mais vale uma alma limpa pra si mesmo, que um pensamento incerto para os outros.

Érika Cristine de Lima 3ºA


“Transportai um punhado de terras todos os dias e fareis uma montanha.” Confúcio

Comentário: Todos nós quando começamos a entender a vida travamos sonhos em nossos corações:
“Quando eu crescer quero ser professora”, “quando eu crescer quero ser advogado”, “quando eu crescer quero ser um médico”, e se esse sonho for muito intenso, muito forte então o colocamos em prática. Começamos então estudando e pondo toda a atenção voltada para os estudos, pois, estudo é tudo, nos dedicamos pois temos um ideal, um sonho a ser conquistado, lutamos, não olhamos para os problemas e enfrentando-os com muito vigor, pois deseja alcançar seu ideal. E de pouco a pouco terminamos o ensino médio, cursamos uma faculdade, trabalhamos para manter aquele ideal em pé. E como quem luta sempre vence, quem conquista merece um troféu, conquistamos os nossos sonhos, nos formamos, e como disse Confúcio: “Transportai um punhado de terras todos os dias e fareis uma montanha.”

Assim como as formiguinhas que trabalham o verão inteiro para juntar alimento para o inverno, assim somos nós construímos sonhos e os tornamos realidade.

“Use sua força para guiar seu destino, tudo o que desejar com intensidade pode transformar o seu caminho. Quem acredita nos sonhos tem apenas uma direção sempre em frente.”
“Lute pelos seus sonhos todos os dias que no final os verá realizados.”

Ana Paula 1ºA


“ Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha.” Confúcio

Comentário: Cada dia ao conquistar mais nosso conhecimento, ele aumentara fazendo com que nós possamos escolher uma área do conhecimento para se especializar, e com isso nosso conhecimento se tornara grandioso fazendo com que um dia a gente possa ter um futuro promissor...

Letícia vitoria chagas 1°A


“ Aquilo que um homem se torna ao longo da vida, depende fundamentalmente de duas coisas: As oportunidades que teve e as escolhas que fez.” James Tentee

Comentário: Por isso devemos fazer as escolhas corretas de coração, porque as oportunidades são poucas e difíceis.

Jéssica Talita Sprada 3º A


“ A alma nos ordena conhecer aquele que nos adverte.” Sócretes

Comentário: Temos que conhecer a nós mesmos, pois quem melhor que nossa consciência para nos direcionar à opção certa.

Fransuisy 1º A


“Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos.” Sócrates

Comentário: Quer dizer que para conhecermos amigos para que sejam dignos de nossa amizade, devemos em nós mesmos admirar as qualidades que existe naquela pessoa que a gente gosta e ver se nós somos dignos de ter a amizade dela e desenvolver todo o nosso esforço para termos uma amizade eterna. Pois ter um amigo, não é ter uma simples amizade mais sim um eterno companheiro.

“ O amor não se define, sente-se.” Séneca

Comentário: O amor não é algo simples e sim algo que vem de uma eterna paixão. Amor é um sentimento profundo e aquele que ama de verdade nem sempre saberá o que fazer nas horas mais difíceis, pois tem medo de falar ou fazer coisas que possam magoar a pessoa amada.

Patricia K. G. Ribeiro 1ºA

Poesias do Juliano

Meu nome

Meu nome soa leve e fundo
Ecoa pelos espaços oriundos do
Vasto universo, do espaço do
Mundo,

Meu nome não é história
Mas enciste em ficar preso
Na memória,

Sou um louco sensível
Com talento brilhante inesquecível,

Sou um tolo
Que mal escrevo
E leio torto,

Será meu nome estudado no futuro
Ou apenas selado em meu túmulo
Frio escuro?

Meu nome soa leve e fundo
Até anima o moribundo,
Meu nome é ... que almeja
Abraçar o mundo e mostrar o ser
Humano o segredo do triunfo.



Sonhadora

... Que lindo campo em flores,
Que beleza esplendorosa
Neste campo de amores,

Veja a mais linda borboleta
Sua luz, sua cor
Mostram o dom de
Toda beleza,

Veja essa flor,
Não existe mais bela
Mais cintilante
Aquarela.

Esse céu tão límpido
De nuvens tão claras
Rasgam o véu
Da viúva solitária,

Meu Deus que bichinho
Estranho e curioso,
Da beleza rara e veneno
Perigoso,

Sonhadora, sonhadora
Acorda vai perder a hora,

Não, acordar não
Quero ser só por hoje
Apenas sonhadora...



Iguais?

Estamos juntos nessa loucura
Vivendo em condições
De verdadeira tortura,

Estamos juntos nessa cadeia
Presos as violências, as culturas,
As religiões, as obrigações dessa
Teia,

Homens são homens
Mulheres, mulheres
Não há direito de amar com liberdade
Conceitos em forma de algemas
Reprimem a desordem

-Mais que desordem?

Existe amor desordenado?
Não! Se o amor existe é
Pra ser amado.

Quem disse que ser diferente é errado?
Se tão somente sabe-se,
Que vivemos na era social
Do homem dourado,

Basta, chega dessa tortura
Fingindo razão, presos a mitologias
Infundadas dessa loucura,

Somos seres supremos
Mais estamos em decadência
Regredindo para os comportamentos
Animalescos inserenos,

Somos racionais
Não precisamos nos prender
A dogmas existentes no instinto
Dos animais,

Somos inteligentes, não é necessário
Viver nessa loucura,
Somos seres humanos, nosso instinto
É a tortura.

Amor cabe a inseto com inseto
Cabe a animal com anima
Amor cabe a sol com luar
Cabe, sim a céu com mar

Porque não caberia a mulher com mulher
Ou homem com homem?
Se para, para a união é preciso a essência
Do amar é preciso trocar o olhar,

Não existe diferenças, não existe dogmas
Não existe mito fundado sobre
Errada lógica,

Chega dessa loucura!
De separar o branco do preto
A clara da gema
O homem da mulher
O certo do errado
O triste do feliz,
A chuva do sol
As estrelas do dia
Basta, pare essa cirurgia, que fere
E perfura com fina agulha.

Somos seres racionais
Entende- se que não existe
Esse ou aquele para a moral humana
Mais sim o respeito e junção
De diferentes ângulos intelectuais,

Amor é pra ser amado
Homem com mulher
Mulher com homem,
Mulher com mulher
Homem com homem,
Amor não é cadeia, é liberdade
Amor não é hetero ou homo
Amor é divino,
Amor é sinal de igual
Amor é união
A verdadeira face do ser espiritual

Amor, sim, amor somos todos
Um único sinal
Uma única essência
Um único sentimento
Amor,

As cadeias precisam ser quebradas
Enfim todos podemos amar
Sem medo das açoitadas
Dos homens sem nada,
Sabemos agora,
Que diferença, só existe
Na memória

Sabemos então,
Que estamos ligados
pelo ( enleio) da paixão

Amor é o que nos homogeniza
O que une e não diferencia
Que traz real alegria,
Que não agoniza,

Amamos, pois somos iguais
Amamos pois somos espíritos sem ordem,
Sem cor, sem classificações sexuais,

Amamos pois fazemos parte
De uma única luz, que ilumina
O amplo espaço do universo
Trazendo a chave da liberdade
Em um único verso...

Mito da caverna

Mito da caverna
Aluno Elidio